2017 – Using Linked Data in the Data Integration for Maternal and Infant Death Risk of the SUS in the GISSA Project 

Using Linked Data in the Data Integration for Maternal and Infant Death Risk of the SUS in the GISSA Project 

  • Published in: WebMedia – XVI Workshop de Ferramentas Aplicações  (17-20 October)
  • DOI: 10.1145/3126858.3131606 –  Conf Location: Gramado, RGS – Brazil 
  • ACM New York, NY, USA ©2017 –  table of contents ISBN: 978-1-4503-5096-9

ABSTRACT

Making good governance decisions is a constant challenge for Public Health administration. Health managers need to make data analysis in order to identify several health problems. In Brazil, these data are made available by DATASUS. Generally, they are stored in distinct and heterogeneous databases. TheLinked Data approach allow a homogenized view of the data as a unique basis. This article proposes a ontology-based model andLinked Data to integrate datasets and calculate the probability of maternal and infant death risk in order to give support in decision-making in the GISSA project.

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2017 – Using Predictive Classifiers to Prevent Infant Mortality in the Brazilian Northeast

Date of Conference: 12-15 Oct. 2017
Date Added to IEEE Xplore18 December 2017
 ISBN Information:
INSPEC Accession Number: 17433294
Publisher: IEEE
Conference Location: Dalian, China

Abstract:

Despite the fact that infant mortality rates have been decreased in recent years, this issue stills being considered alarming to Brazilian health system indicators. In this context, the GISSA framework, an intelligent governance framework for Brazilian health system, emerges as a smart system for the Federal Government program, called Stork Network. Its main objective is to improve the healthcare for pregnant women as well as their newborns. This application aims to generate alerts focusing on the health status verification of newborns and pregnant woman to support decision-makers in preventive actions that may mitigate severe problems. Therefore, this paper presents the LAIS, an Intelligent health analysis system that uses data mining (DM) to generate newborns death risk alerts through probability-based methods. Results show that the Naïve Bayes classifier presents better performance than the other DM approaches to the used pregnancy data set analysis of this work. This approach performed an accuracy of 0.982 and a Receiver Operating Characteristic (ROC) Area of 0.921. Both indicators suggest the proposed model may contribute to the reduction of maternal and fetal deaths.
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2019 – A visualization and analysis approach of cyclist data obtained through sensors  (*) Best Paper !

Date of Conference: 6-11 Aug. 2017
Date Added to IEEE Xplore22 October 2018
 ISBN Information:
INSPEC Accession Number: 18168104
Publisher: IEEE
Conference Location: Natal, Brazil

Abstract:

Solutions for smart cities are being created everywhere in the world, using technology to improve urban infrastructure and make urban centers more efficient and better to live. In this way, the proposal of this work is based on the capture of information through sensors in a smart city context. Sensors are coupled on a bicycle and connected to an Arduino and a Mobile Application. After this, the captured data are saved in a cloud database, displayed and analyzed through a Web Application. In this work, our methodology is organized in three main phases: (i) data collection of the surface in which the cyclist is traveling, and the ultrasonic distance sensor, to identify areas of risk based on the proximity of objects from bicycle, (ii) data analysis and data classification, using machine learning concepts and (iii) data visualization, using map views in a Web Application. This methodology allows the identification of injury risk situations to cyclists. The main contributions of this work are surfaces classification with data collected by the accelerometer and ultrasonic sensor generating useful information through simple data. Real experiments were conducted at Fortaleza (Ceara, Brazil) and Aracati (Ceara, Brazil). This work brings new perspectives to collaborative data collection for identification of injury risk situations to cyclists, since it can be used to suggest routes based on these risk indicators and offer a secure environment for cyclists.
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2016 – Performance Evaluation od Predictive Classifiers for Pregnancy Care 

Performance Evaluation od Predictive Classifiers for Pregnancy Care

Date of Conference: 4-8 Dec. 2016
Date Added to IEEE Xplore06 February 2017
 ISBN Information:
INSPEC Accession Number: 16654639
Publisher: IEEE
Conference Location: Washington, DC, USA

Abstract:

Hypertensive disorders are the leading cause of deaths during pregnancy. Risk pregnancy accompaniment is essential to reduce these complications. Decision support systems (DSS) are important tools to patients’ accompaniment. These systems provide relevant information to health experts about clinical condition of the patient anywhere and anytime. In this paper, a model that uses the Naive Bayesian classifier is introduced and its performance is evaluated in comparison with the Data Mining (DM) classifier named J48 Decision Tree. This study includes the modeling, performance evaluation, and comparison between models that could be used to assess pregnancy complications. Evaluation analysis of the results is performed through the use of Confusion Matrix indicators. The founded results show that J48 decision tree classifier performs better for almost all the used indicators, confirming its promising accuracy for identifying hypertensive disorders on pregnancy.
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2020 – A Volta dos que Não Foram

A Volta dos que Não Foram
(Artigo publicado no jornal O POVO, em 20/fev/2020)

Imagine um cenário de mercado onde uma Empresa X (nada a ver com o Eike) contrata
profissionais que foram treinados por outra Empresa Y. Deixando de lado (just a
minute) questões éticas, provavelmente a empresa Y faria algum esforço para mantê-los, de modo a não “alimentar o inimigo” (artigo O POVO, 23/06/17).

Esse “obvio ululante” (by Nelson Rodrigues) parece não preocupar países socialmente
em “desenvolvimento” (SIC) como o Brasil, que tem a oitava economia mundial
baseada em commodities. Ah! Repúblicas de bananas não têm uma endogenia
próspera, embalada que são por políticos que frustram mais do que o impeachment do
Trump.

Sem arrodear pelas beiradas, é incompreensível não percebermos e/ou nada dizermos
sobre a fuga de cérebro que acontece debaixo do nosso nariz. Na perda recente, por
ex., de um pesquisador top do IFCE Aracati para a Google em Munique, nem a
Instituição, nem os empresários locais, nem os governantes fizeram a simples
pergunta: “meu fi, num quer ficar aqui, não? Tá indo simbora por quê?”.

No passado eu ouvia: se avexe não, Prof Mauro! “Esse cabra vai, mas volta. Duvido ele
esquecer o doce de leite da vó Chiquinha, as tertúlias no Maguari, pegar jacaré na
Praia do Náutico, …”. Pois é! Muitos formados com bolsas do CNPq/CAPES não
voltaram. Ou seja, Empresas X (os de fora) se deram bem num negócio onde as
Empresas Y (os de casa) nem perceberam… mas financiaram com seus impostos!

Mas de repente, percebi que a coisa piorou. Além de muitos não terem voltado e
outros continuarem indo, tem mais uma novidade. Profissionais, mestres e doutores,
formados pela Empresa Y, para melhorá-la e torná-la mais competitiva, estão
fortalecendo a concorrente Empresa X, de uma forma diferente: eles não vão voltar
pra casa da vovó, nem pras tertúlias, nem pra praia… porque nem foram! Não
precisam mais sair de casa! São contratados para trabalhar num tal de “romiofis”
(home office). Ou melhor, saíram… mas não foram. Digo, não voltam porque nem
saíram… Sei lá!

Só sei que o contribuinte aqui fez as contas e não gostou. A fuga de cérebros não
parou! Ficou mais sofisticada. Afinal, os grandões digitais não perdoam: pagam!

Mauro Oliveira
Professor do IFCE Aracati

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Este artigo é dedicado ao meu amigo e ex-aluno, Andre Luiz, Prof do IFCE. Com uma práxis além do seu tempo, André tem dado contribuição destacada no redesenho profissional “around”, inserindo e praticando a tal da inovação, indispensável ao futuro que já chegou, que assusta conservadores e/ou acomodados e… vice-versa (rsrsrs). A sorte é que a juventude “around” percebe e faz suas escolhas. Essa juventude, principalmente ela, é o nosso desafio, o futuro de tudo!.

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2018 – Sorvete, Ética e “Fake News”!

Sorvete, ética e “fake news”!
(Este artigo foi publicado na Revista ARTE de VIVER (IVJ) em 29 de out 2018)

Corrupção, traição, apropriação indevida e agora… “fake news” ! São
temas, dentre outros não bem digeridos, que afloram em tempos de eleição,
quando políticos esgulepados “rebolando no mato” a famigerada ética.

Paulo Bonavides, de quem tive o privilégio intangível de iniciá-lo no bê-abá da internet, nos socorre com seu pensamento douto proferido em palestra magna para juízes no Recife, cidade de Suassuna, Gilberto Freire e Alceu, mas que também se destaca com o Porto Digital, o “Vale do Silício” nordestino.

Decreta Bonavides: “Onde há ética há valor… A ética, os valores e os
princípios fazem, em verdade, a dignidade constitucional da pessoa
humana”. Desde Platão, vem a ideia de que o único caminho para a ética
política é a educação do povo. Já Sócrates, mestre de Platão, queria que os
jovens pensassem com senso crítico, participando dos problemas do
Estado. Enquanto Platão sonhava com uma sociedade ideal, Aristóteles, seu
discípulo, mais cético, propunha que a Lei deveria ser capaz de
compreender as limitações éticas do ser humano, …com ficha limpa,
suponho!

Enquanto políticos brigam pelo poder e escancaram maus exemplos de
ética em tempos de eleição (e também fora deles), o IFCE Aracati e a
Faculdade Vale do Jaguaribe fazem o contraponto com o Projeto Sorveteria
Zé de William. Literalmente, uma geladeira com picolés exposta no pátio
destas instituições de ensino. Nesse projeto pedagógico, estudantes podem
se servir, se assim o desejarem, e pagar o picolé (R$1,00) sem nenhum
controle pessoal ou eletrônico. Há, para tanto, um acordo implícito, em
harmonia com o pensamento de Bonavides e, de imediato, bem
compreendido pelos estudantes: “Onde há ética há valor!”. Os resultados
deste projeto são animadores, tendo sido, recentemente, motivo de
publicidade do Colégio Ari de Sá, no jornal O POVO.

Será que nossos atuais políticos pagariam o picolé na Sorveteria Zé de
William se colocada nos corredores das câmaras, das assembleias, do
congresso? Imagine que legal seria a manchete: “todos os picolés foram
pagos pelos políticos”. Ah! Aposto que você iria achar que era mais uma
“fake News”.

Mauro Oliveira, Professor

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Este artigo é dedicado a Raimundo Macedo, um irmão escolhido antes de conhece-lo (o melhor é que é verdade). Macedo, nascido é um marciano nascido em Rio Vermelho, Salvador, que dá amizade e segurança. Com galhardia, ele responde a todas as perguntas ecológicas e existências, em especial as que vc não pensou. Ser seu amigo é um privilégio, um passaporte, um encontro com Ivete. Tenho orgulho de te-lo sempre ALERTA.

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2018 – Quando a República das Bananas alimenta o inimigo

Quando a República das Bananas alimenta o inimigo
(Artigo publicado no jornal O POVO em 23 de junho de 2017)

O transistor impactou o século passado, do radinho transistorizado (mais popular que
Biotônico Fontoura) às estações espaciais. Com ele, a internet/web do genial Tim
Berners Lee promoveu qualquer beradeiro com um celular no coldre a Zé Doidinho nas
redes sociais (ou não parece bizarro terráqueos andando cabisbaixos no maior papo com
suas rapaduras eletrônicas?).

Inteligência Artificial (IA) é a bola da vez. Ela já está em todas: nas propagandas que nos
chegam “coincidentemente” na tela, no reconhecimento de voz, nas plataformas ditas
cognitivas (Watson da IBM, por ex.), nos diagnósticos de “whisk and bowl” (escambáu,
em cearensês) a partir de Big Datas. Estamos na era dos Jetsons (ou será dos
Flintstones?).

Elon Musk, o cara que venceu a NASA, considera a “IA mais perigosa do que a Coreia do
Norte”. Embora haja uma certa lombra na ilação de Mr. Musk, ela serve de alerta para
o perigo do açambarcamento da IA por oligopólios digitais: Google, Facebook, Amazon,
etc. Os recentes escândalos das Fake News, dos robôs russos nas eleições americanas e
na votação do Brexit no Reino Unido provam nossa vulnerabilidade. Ou você acha que
o nosso próximo presidente não terá o voto da mão invisível do mercado … russo?

As gigantes da internet contam ainda com a colaboração inocente-útil de países como o
Brasil. Dou um exemplo: lembro bem, nos anos 80, a Microsoft levando para os EUA a
reca de mestrandos em IA da UFC. Enquanto a mídia comemorava, eu me sentia um
Mozart abraçado por Salieri: imaginava nossos queridos “nerds” fortalecendo as
heroicas empresas locais de TIC. Que nada: mais “bananas” para quem nos vende
tecnologia a preço de ouro!

A fuga de cérebros não parou! Os grandões digitais não perdoam: compram! Nosso país,
craque em “doar” cérebros, precisa de políticas de inovação capazes de manter nossos
talentos na terra e bons exemplos não faltam: o Porto Digital no Recife que concilia
política pública e mística institucional, o extraordinário programa EMBRAPII nos
Institutos Federais, o estímulo à interiorização da pesquisa da FUNCAP, etc.

Necessitamos mais, muito mais, para nos tornarmos uma República do Conhecimento e
pararmos essa mania de alimentar o colonizador!

Mauro Oliveira
Doutor em Informática e Membro do Conselho O POVO de Educação.

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Este artigo é dedicado ao professor e pesquisador ANILTON GARCIA, um desses casos em que o LATTES é uma péssima descrição, dado que se limita a especificações ONTOLÓGICAS (ou nem isso) de competências profissionais, incapaz que é, o Dr LATTES, de traduzir o bom caráter, a energia pra cima, a vontade de ajudar ao redor e fazer crescer o país.

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2018 – Uma Tarde Com Sócrates… e Meus Alunos!

Uma Tarde Com Sócrates… e Meus Alunos!
(Este artigo foi artigo foi publicado na Revista ARTE de VIVER da Faculdade Vale do Jaguaribe)

“Trocaria toda a minha tecnologia por uma tarde com Sócrates! (Jobs)“

Steve Jobs, o “cara” da Apple, deixou este recado para as escolas: “trocaria toda a minha
tecnologia por uma tarde com Sócrates”. Este velho sábio, conhecido em todas as nossas
escolas (será?), não deixou nada escrito, mas nos legou um modelo, foi o “cara” do diálogo.
Sócrates via o ato de educar como o desenvolvimento da capacidade de pensar, um processo dialético que conduz (ou deveria) à essência da escola… de uma Escola Pra Valer!

Será que nossas (conservadoras) escolas têm encarado a sério esta invencionice socrática
(base das metodologias Ativas)? Os professores de nossas escolas “levam este papo cabeça”
do Mr. Jobs no cotidiano com seus alunos? Afinal, a Escola existe para melhorar o mundo.
Para isso é preciso melhorar o homem. Educar significa “trazer pra fora” num ato
transformador. É ajudar o jovem a decidir bem a construção da sua própria história. Para tanto, ele precisa reconhecer-se capaz e sentir, na solidariedade ao outro, o mantra do He-Man: “Eu tenho a força!”. Por isso, uma Escola que é reflexo da sociedade não serve a ela… nem pra ela!

Educar Pra Valer é aprumar “no rumo da venta” o poder do jovem no presente, na perspectiva do futuro, “essa astronave que tentamos pilotar” (Toquinho). Presenciei esse poder em um projeto social realizado por meus alunos. Os “meus meninos” organizaram um teatro em uma escola da periferia onde os alunos desta escola eram os atores. Um dos atores, meio acabrunhado, me chamou a atenção. Dei “uma de Xuxa” e na intimidade de uma cutucada no cangote dele, perguntei ao mais “nvo artista” do bairro se ele tinha gostado do teatro.

Encruado mas com uma voz leve de rouxinol, ele respondeu: “Foi massa, fessô. Deixei de ir prum assalto pra vir prêsse negócio aqui!” Estatelei durante alguns segundos! Foi uma das minhas maiores experiências em Educação ouvir aquele garoto que não imaginava os megatons de sua fala: “deixei de ir prum assalto pra vir prêsse negócio aqui!”.
Em seguida, olhei para meus alunos, diretores daquele teatro… que imitava a vida… que imita a arte. Lembrei-me da música do Gil onde o super-homem muda o curso da história para salvar a namorada. Naquela tarde de sol, meus alunos tinham mudado o curso da história daquele “jovem ator”, evitando que ele participasse do assalto, talvez matasse, talvez morresse.

Se Jobs, ao trocar sua tecnologia por uma tarde com Sócrates, expressou-lhe a grandeza em metáforas a frase do garoto não é menos digna de filósofo das “trocas”.
Talvez Sócrates tivesse trocado toda a sua filosofia por aquela tarde com meus alunos.

Mauro Oliveira
Membro da Academia Aracatiense de Letras

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Este artigo é dedicado ao tio Davis. Prof DAVIS é um professor, um filósofo, um professor filósofo… ou um filósofo professor do IFCE. Não importa. O importante  mesmo é que ele se dá a seus alunos como os grande filósofos se davam aos discípulos: seus conhecimentos e, o mais precioso, seu tempo, o que temos de mais precioso nessa “frequência” atual.

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2016 – Viver é Melhor que Sonhar!

Viver é Melhor que Sonhar!
(Artigo publicado no jornal O POVO em 25 de abril de 2016)

Nunca dei muita trela para esses livros de autoajuda! Até porque entre Augusto Cury e
Zeca Pagodinho, prefiro “deixar a vida me levar”. Mas eis que nessas viagens demoradas
a pão e água, cai-me da mão ao lado “O Poder do Agora”, um best seller de Eckhart Tolle,
professor da Universidade de Cambridge, recomendado pelo New York Times (e pela
banca do Bodinho, Pça do Ferreira).

Cartões de crédito parecem usar os mesmos princípios de semiótica e sociologia destes
livros. Por exemplo, o slogan “porque a Vida é Agora” é usado pelo VISA para nos
estimular, orçamento abaixo, a um consumo desenfreado de fazer corar qualquer
cheque azul!

Reconheço que o Prof Tolle me surpreendeu. Ao lê-lo, vi meu perfeccionismo virginiano
(aquele que sofre ao ver um quadro torto na parede) cobrando erros do passado, a
vaidade de beradeiro projetando o futuro. E o presente, cara pálida? Reclama Tolle em
seu livro, um calhamaço desembestando página abaixo o mantra: nossa mente a nos
ocupar com o sofrimento do Passado e a angústia do Futuro, escanteando o Agora. “Se
você está deprimido, tá no passado; está ansioso, tá no futuro; se está em paz, tá no
momento presente”, ensina-nos também Lao Tzu.

Fiquei a coçar como esta “filosofia do Agora” poderia ajudar nossos jovens. Temos uma
juventude muito estranha para alguns pais, trancada em seu mundo, como sinaliza a
psicopedagoga Cassiana Tardivo em seu artigo “Filhos do Quarto” que viralizou nas
redes sociais. Digo em “Escola Pra Valer” que o aluno nos percebe mais pelo que
fazemos do que pelo que dizemos. No contexto de Tolle, seria o Agora dando um “banho
de cuia” no passado e no futuro.

Dr Tolle, segundo Ricardo Lenz do IFCE, não tem lá muito de original. Santo Agostinho,
no século IV, já aludia ao tema com os desmantelados da fé: “O que fazia Deus antes de
fazer o céu e a terra?”. Aos aposentados de espírito, dizia ele: “O mundo é um livro, e
quem fica sentado em casa lê somente uma página” (ou na vibe do Rauzito: nada de
ficar com a boca escancarada, cheia de dentes esperando a morte chegar).

Enquanto Tolle e Agostinho se entendem (passado), fico com o nosso poeta
renascentista do Mucuripe: viver (presente) é melhor que sonhar (futuro)! E você?

Mauro Oliveira
Membro do Conselho O POVO de Educação

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Este artigo é dedicado ao meu amigo João Carlos Lima, cabra da peste que cruzou os 7 mares com mulher, filhas, cachorro e papagaio, numa miss”ao holística que ele mesmo lhe destinou. João Carlos é daqueles raros que nunca desiste, que acredita que o mundo vai melhorar, cada vez mais que fazemos algo para melhorá-lo. João é a pratica que ensina à teoria os segredo dos mares, aquela linha lá longe, onde o navio em um planeta plano cairia. Conhecer o João é conhecer um pouco do desconhecido, do universo… que, vez em quando, habita em nós.

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2017 – Um milímetro sequer!

Um milímetro sequer!
(Este artigo foi publicado no jornal O POVO em 25 de novembro de 2017)

Se tu és jovem demais e passa a vida eguando no celular, conversando miolo de pote no lugar de ficar ouvindo “A head Full of dreams” (Coldplay) e “I still haven’t found what I´m looking for” (Bono Vox), acho que não vais gostar deste artigo… (prefiro o Bono).

Se tu já és um militante crescido, também não vais entender “um milímetro sequer” do artigo. Na conversa aqui não tem essa de Alvinegro X Tricolor, Coxinha x Mortadela, muito menos cristão x ateu. A “vibe” aqui é jogar futebol, política e religião pra debaixo do tapete, pois tem uma visita muito importante chegando.

Estás ainda aí, cabra da peste? Desististe (segunda pessoa é osso) não, mah?
Deste assunto aqui, só entendem os “passados na casca do alho”, aqueles que deveriam ter gasto mais tempo com os filhos, encontrado mais os velhos & indispensáveis amigos, escutado mais LPs do Chico & Noel nas noites de sexta, (re)lido mais Drummond & Borges nas tardes de sábado, beijado mais ao acordar nas solidárias (ou solitárias) manhãs de domingo.

Já que tu não desgrudas mesmo, diz-me aí o que devo falar a ela, que está chegando esperançosa. Devo falar dos homens de preto que roubam do povo e destilam discursos sórdidos na TV? Deste povo sofrido governado por um Temeroso mau exemplo? Da pobreza de quem morre bilionário e esquece que toda a soberba um dia se esfarela? Ou seria prudente fazer como o pai de Sidarta Gautama (Buda), o rei que tentou esconder de seu filho os moribundos da cidade, os sofrimentos do mundo?

Não! Ela vai chegar numa varinha de condão; Alice neste país. Chega ansiosa por uma sociedade melhor. Suas mãos mágicas, rápidas, sábias e belas serão mãos de educação… antes que perguntes o que ela vai ser quando crescer.

Ah, Luisa, “guerreira gloriosa”! E quando um outro precisar de ti, desdenharás do mais fácil e honrarás gloriosa tua essência guerreira, pois que tu és dona de teu destino comandante de tua alma!

“Sonhar-te-ei doze rosas, mil poesias, uma canção de ninar… sem aflição, nem
compromisso… Sonhar-te-ei até não mais saber… tu não vais perceber um milímetro sequer deste infinito amor!”

Mauro Oliveira, Professor IFCE, pesquisador FUNCAP

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